11/11/2009

Clássicos no videogame - Parte II

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Já que estamos na Europa, uma visita à Alemanha é fundamental. Fusca – com seu ronco característico – Karmann-Ghia e o Golf GTI de primeira geração são boas opções. O Mercedes-Benz 300 SL “asa de gaivota” nos aguarda imponente e o clássico BMW 2002 Turbo também marca presença. Isso sem falar do Auto Union V16, recordista mundial de velocidade.

Treze carros até agora. Mas não pense que acabou. Nos Estados Unidos iremos encontrar um verdadeiro paraíso pra quem aprecia os legítimos big blocks, donos das estradas durante as décadas de 60 e 70 e devoradores insaciáveis de combustível. Mustang GT 350, Chevelle SS, Camaro Z-28, Mecury Cougar e Pontiac GTO – o primeiro muscle car – só pra começar a diversão. A Mopar, por sua vez, está presente com o Plymouth Superbird, Dodge Charger R/T, Barracuda – com Six Pack e tudo – e Charger Super Bee – equipado com o lendário motor Hemi, que “embaralha” a cada estocada no acelerador.

Perdeu o fôlego? Então respire fundo e continue lendo o texto. O Corvette está disponível em sua primeira versão de 1954, além dos clássicos Stingrays de 1963 – Split Window – e de 1969. Para fechar o parágrafo, a mitológica Chaparral aparece com dois belos – e velozes – exemplares.

Além de admirar e pisar fundo com todos esses modelos, o jogador ainda pode fotografar as máquinas – paradas ou em ação – e depois passar as imagens para o computador através de um simples pen drive. Foi exatamente o que eu fiz.

A fotografia, aliás, foi levada a sério pelos produtores. Existem mais de dez cenários diferentes, que vão desde um mercado de peixe até a noite de Nova York, passando pela histórica cidade de Veneza. Só faltou mesmo colocar a placa preta do blog.

Ficou animado com o jogo? Alguns desses carros podem ser comprados com o dinheiro ganho nas corridas e outros aparecem como premiação em determinadas provas. De qualquer modo, a Polyphony caprichou no desenvolvimento. Quem sabe eles não fazem uma visitinha ao Brasil e resolvem colocar nossos esportivos no menu principal, tais como Puma, SP-2 e Uirapuru?

Não perca a última parte da matéria.

Revista Auto Esporte

Seguem abaixo as matérias de minha autoria publicadas no site da Revista Auto Esporte (em ordem decrescente de publicação).

Photobucket

Para ler a matéria clique aqui


Photobucket

Para ler a matéria clique aqui


Photobucket

Para ler a matéria clique aqui


Photobucket

Para ler a matéria clique aqui.

Revista Driver

Olá pessoal,

Segue abaixo a reprodução das páginas iniciais das edições da revista Driver onde publiquei algumas matérias (em ordem decrescente).

A partir de agora estarei informando os leitores do blog sobre novos artigos.

Photobucket

MG TC 1946


Photobucket

Chevrolet Corvette 1960


Photobucket

Jaguar E-Type 1970


Photobucket

Porsche 356 Carrera GS 1959


Photobucket

Dodge Challenger 1974


Photobucket

História do Ford GT 40

07/11/2009

Mercedes-Benz SL 500

Mercedes-Benz

SL 500



V8



Rodas AMG



VÍDEO



Vinte segundos. Esse é o tempo exato que o belíssimo conversível da matéria leva para abaixar a capota, levantar os vidros e deixar o dia mais alegre para motorista e passageiro. E faz isso da forma mais elegante possível.

O SL 500 R 129 – como é catalogado tecnicamente – foi lançado em 1989 e teve uma trajetória de sucesso, se tornando um símbolo de status e esportividade. O motor V8 despeja 315 cv brutos no asfalto. Sem perder o charme, é claro.

Dando uma volta rápida é fácil perceber que o jogo de rodas AMG de 18 polegadas atrai olhares de toda parte. No caso deste exemplar a combinação de cores da carroceria branca e do estofamento azul-marinho salta aos olhos e demonstra que bom gosto sempre cai bem.

A propósito, uma das fãs mais famosas do modelo foi a princesa Diana, que trocou o Jaguar por um esportivo alemão (este aqui). Na época esse fato causou surpresa e certo constrangimento junto à família real, já que a garagem dos nobres só aceitava os refinados automóveis britânicos.

O carro conta ainda com uma interessante barra anti-capotamento, acionada rapidamente em caso de acidente. Mas em uma vaporosa manhã de sol a idéia é andar apreciando a paisagem. De preferência, com uma companhia agradável e muitos quilômetros pela frente.

04/11/2009

Entrevista: Tony Kanaan

Photobucket

(Renato Bellote) Como começou o interesse pelos automóveis. É uma daquelas paixões de infância?

Tony Kanaan: Sem dúvida, é daquelas que não tem explicação, já nasce com a gente.


(Renato Bellote) Você iniciou sua trajetória no kart. Naquele momento sentiu que isso seria uma parte fundamental de sua vida?

Tony Kanaan: Desde que entrei no kart e adorei o que estava fazendo, disse para o meu pai que era aquilo que queria fazer na vida. É lógico que não dá para fazer uma projeção da onde eu estaria hoje, mas naquele momento eu tive a certeza para mim mesmo que queria ser piloto profissional.


Photobucket

(Renato Bellote) Alguma história curiosa no começo de carreira? Quais eram seus ídolos?

Tony Kanaan: Meu ídolo sempre foi o Ayrton. E tem uma história bem legal, que guardo com carinho, que é quando o Ayrton foi estrear o kartódromo dele na fazenda em Tatuí. Eu era kartista na época, tinha 15 ou 16 anos...Ele chamou um monte de amigos pilotos e alguns kartistas moleques. Inicialmente, não tinha o convite. Fui só assistir. Mas pintou uma vaga e me chamaram. Eu fiz a pole-position para a corrida. No entanto, na hora de formar o grid, o Ayrton inverteu o grid, por isso larguei em último. E ele, de surpresa, largou atrás de mim. Fomos fazendo a “limpa” no grid e ganhei a prova e o Ayrton foi terceiro. Guardo esse troféu em casa como uma das grandes conquistas.


(Renato Bellote) Ao contrário de muitos pilotos brasileiros você saiu da Europa com sucesso para correr nos Estados Unidos. A idéia de disputar a Fórmula 1 já foi um dos seus objetivos?

Tony Kanaan: Sim, faz parte de qualquer piloto. Mas o que eu realmente queria era viver do automobilismo, ser piloto profissional. E quem sabe da minha história, sabe que passei muitas dificuldades quando meu pai morreu e então não tinha opções. Eu ia onde poderia correr. Por isso, fiz uma seletiva na Fórmula Indy Lights em 96, passei e começou a minha trajetória nos USA lá.


(Renato Bellote) Como foi a transição dos circuitos europeus para os grandes ovais norte-americanos?

Tony Kanaan: Foi nessa época da Indy Lights. Nunca tinha andado em oval, mas me adaptei rapidamente. Depois, fui correr na Champ Car onde não tinha mais ovais, só mistos. E então, em 2003, voltei para a IRL com os ovais. Foi uma transição que curte bastante e hoje posso dizer que, mesmo tendo a minha carreira formada em mistos, gosto também de ovais.


Photobucket

(Renato Bellote) Qual foi a prova inesquecível em todos esse anos na Indy?

Tony Kanaan: É bem difícil escolher, mas a etapa de Fontana, na Califórnia, em 2004, quando conquistei o título é indescritível. Larguei na última colocação porque tive problema de motor na classificação, e termina na segunda posição com um bico de diferença para o Adrian Fernandez. Foi o segundo lugar mais feliz da minha vida...


(Renato Bellote) E o pior momento vivido dentro do cockpit?

Tony Kanaan: Os acidentes no Japão, em 2003, e neste ano em Indianápolis. Mas um dos piores momentos foi também em 2009, quando o meu carro pegou fogo e fui salvo pelos mecânicos da Penske. Foi assustador!


Photobucket


(Renato Bellote) Uma das coisas mais marcantes é a paixão do público norte-americano em relação ao automobilismo, especialmente como forma cultural do país. A receptividade dos fãs aos pilotos estrangeiros também reflete essa idéia?

Tony Kanaan: Com certeza, sou muito bem recepcionado pelo norte-americano. Eu, o Helio, o Gil, o Emerson etc...somos tratados maravilhosamente bem. O público gosta muito dos brasileiros e do nosso jeito alegre de ser. Isso contagia eles.


(Renato Bellote) Na Indy existem três mulheres que dividem espaço com os homens na pista, sendo uma delas sua companheira de equipe Danica Patrick. A Fórmula 1 é bem menos democrática nesse sentido. Acredita que mais mulheres estarão correndo nos próximos anos?

Tony Kanaan: A Danica é incrivelmente competitiva em um esporte que exige muito força física. Com certeza foi a mais competitiva das mulheres. Acredito que ela abriu um bom caminho que já vinha sendo feito pela Sarah Fisher entre outras...O Brasil também está muito bem representado pela Bia Figueiredo.


Photobucket

(Renato Bellote) No ano que vem a cidade do Rio de Janeiro vai sediar a primeira etapa da Indy, que seria realizada em Salvador, sua cidade natal. Como vai ser correr em casa logo no início da temporada? Acredita que esse fato pode popularizar a categoria no país?

Tony Kanaan: De qualquer forma, em qualquer lugar que pudermos correr ao lado da torcida brasileira será fantástico.


(Renato Bellote) Você é o terceiro maior vencedor brasileiro na Indy juntamente com Emerson Fittipaldi e Helio Castroneves. Em sua opinião, isso tem ajudado a redirecionar o interesse de novos talentos do país para disputar a categoria?

Tony Kanaan: Acho que sim! O Emerson abriu as portas e com o nosso sucesso, o Brasil é extremamente respeitado no automobilismo. Quando aparece um brasileiro correndo lá, o pessoal já fica de olho.


Photobucket

(Renato Bellote) Nesse ano você também atingiu um marco histórico: a corrida de número 100. O que podemos esperar para o futuro?

Tony Kanaan: Tenho muito etanol (preocupação verde rsrs) para queimar ainda. Tenho contrato de 5 anos com a Andretti Green e acho que podemos superar bem essa marca. Estou me sentindo ótimo fisicamente e muito cheio de vontade, ainda mais, depois de um ano como 2009 que não foi como esperávamos.


Photobucket

(Renato Bellote) Em 2010 o Instituto Barrichello Kanaan completará cinco anos. Conte-nos em poucas linhas como surgiu essa parceria com o Rubens e quais são os objetivos básicos da instituição.

Tony Kanaan: Eu e o Rubens sempre nos preocupamos em ajudar, cada um a sua maneira. Um dia, quando estávamos dando agasalho e tênis para a molecada que cuidava dos nossos carros em Interlagos, a gente combinou que quando as nossas carreiras fossem bem-sucedidas, a gente montaria uma instituição para ajudar mais e mais pessoas. Assim nasceu o IBK, que se preocupa não somente em ajudar materialmente, mas em proporcionar as crianças, jovens, adultos e idosos uma vida melhor através da pratica esportiva e da disciplina do esporte. Hoje, o IBK tem alguns núcleos que atuam em escolas públicas e em instituições já existentes. Vale a pena acompanhar e ajudar pelo site.

Não deixe de visitar também a página oficial do piloto. Seguimos na torcida!