20/11/2009

Passat CC em Interlagos

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Para todo apaixonado por carro os circuitos acabam sendo um lugar mágico, como um templo da velocidade onde os grandes pilotos são venerados e o clima de competição paira no ar. Além disso, se tornam um local seguro para acelerar com tranqüilidade (parece estranho, mas o leitor entendeu o que eu quis dizer).

No último dia 14 de novembro estive cobrindo a última etapa da Driver Cup, evento promovido pela revista Driver com o intuito de reunir máquinas potentes e sedentas por velocidade. O local escolhido não poderia ser outro senão o autódromo José Carlos Pace.



Durante o evento tive a oportunidade de fazer o test-drive no Passat CC, o sedã da Volkswagen equipado por um motor 3.6 V6, com 300 cv brutos. Dirigir na pista é algo incrível. No vídeo é possível conferir as curvas, retas e a potência do modelo. Escolhi a opção das trocas de marcha por meio das borboletas atrás do volante. Nota dez para a transmissão DSG de seis velocidades.

A história desse circuito excepcional começou no dia 12 de maio de 1940. O traçado original tinha exatamente 7.823 metros de extensão e abrangia curvas e retas longas. A escolha do nome foi mais simples do que parece: ele está localizado geograficamente entre dois lagos, o da represa Guarapiranga e o da Billings. Portanto, Interlagos. Em 1990 houve uma grande reforma, a pista diminuiu de tamanho – 4.309 metros – e a Fórmula 1 voltou a ser uma das atrações principais.

Em breve a matéria sobre essas voltas também estará publicada. Aguardem.

18/11/2009

Entrevista: Ana Beatriz Figueiredo

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(Renato Bellote) Antes de mais nada gostaria de saber como surgiu a paixão pelos automóveis. Já gostava mais dos carrinhos de brinquedo do que das bonecas quando criança?

Ana Beatriz: Sempre gostei dos dois, das bonecas e dos carrinhos. Adorava assistir o Ayrton Senna na Fórmula 1 e o Emerson Fittipaldi na Fórmula Indy até que o meu pai me levou para assistir a uma corrida de kart. Eu me apaixonei e ele me apoiou, aí não parei mais.


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Foto: Luca Bassani

(Renato Bellote) Como vários pilotos, o kart foi sua escola. Enfrentou algum tipo de preconceito por ser menina?

Ana Beatriz: Muito. Acho que o kart foi a época mais difícil, pois no começo os meninos pegavam no meu pé. Com o tempo fui crescendo, conseguindo resultados e revidando batidas, e com isso ganhei mais respeito.


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Foto: Luca Bassani

(Renato Bellote) Qual foi a primeira reação dos seus pais quando você disse que queria pilotar carros de corrida? Estranharam a idéia a princípio?

Ana Beatriz: O meu pai deu risada do meu interesse e sempre me apoiou. A minha mãe não gostou muito no começo, mas hoje é uma supertorcedora.


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Foto: Fernanda Freixosa

(Renato Bellote) Saindo do kart você foi direto para a Fórmula Renault, se destacando logo na primeira temporada. Como surgiu o convite para iniciar essa nova fase no automobilismo?

Ana Beatriz: Desde os 12 anos, o Nô, que foi treinador de pilotos como do André Ribeiro, Rubens Barichello, Tony Kanaan, entre outros, me preparou para ser uma piloto profissional. Quando tinha 15 anos, ele me apresentou ao André Ribeiro e, depois de muitas conversas, o André, junto com o Augusto Cesário, decidiram gerenciar minha carreira. Foi a grande oportunidade da minha vida, pois o André e o Cesário planejaram e estruturaram minha carreira até hoje. Do kart, fui para a Fórmula Renault, depois para a Fórmula 3 Sul-Americana, e depois para a Firestone Indy Lights.


(Renato Bellote) Quais ídolos serviram de exemplo e estímulo para que seguisse com determinação em todos os momentos de sua carreira?

Ana Beatriz: O grande ídolo é o Ayrton, mas admiro muitos trabalhos como o do Emerson, do Michael Schumacher e do André Ribeiro.


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(Renato Bellote) Qual foi a corrida dos sonhos, que acabou ficando na lembrança até hoje?

Ana Beatriz: Tive várias corridas muito especiais, mas a mais importante foi a minha primeira vitória internacional na Firestone Indy Lights, no ano passado, no circuito oval de Nashville.


(Renato Bellote) Os pilotos sofrem o assédio das fãs dentro e fora das pistas. E no seu caso, os homens reagem da mesma forma pedindo autógrafos e fotografias?

Ana Beatriz: Claro, e nos Estados Unidos ainda mais. Os fãs americanos amam mulheres pilotos e têm demonstrado um grande carinho por mim.


(Renato Bellote) Você acredita que novas “pilotos” brasileiras seguirão seu exemplo?

Ana Beatriz: Imagino que sim. A cada dia que passa, vejo mais e mais garotas no kart, e quem sabe um dia chegaremos aos 50%/50%.


(Renato Bellote) Nesses anos você quebrou algumas barreiras se tornando a primeira mulher na história a vencer na F-Renault e mais recentemente – por duas vezes – na Indy Lights. Em sua opinião, as mulheres chegaram ao automobilismo para ficar?

Ana Beatriz: Claro! Tanto eu como a Danica, que venceu na Indy, somos prova disso. Lugar de mulher é onde ela quiser.


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(Renato Bellote) O que é mais difícil para um piloto: manter o controle a 300 km/h ou correr atrás de patrocinadores para a temporada?

Ana Beatriz: Com certeza conseguir o apoio e estrutura para correr. Mas tenho o time mais competente de agentes que faz esse trabalho muito bem e graças a eles hoje estou aqui.


(Renato Bellote) Já pensou em correr na Fórmula 1 ou acredita que os norte-americanos lidam melhor com a idéia de uma mulher vencedora?

Ana Beatriz: Meu objetivo é a Fórmula Indy. Não só porque os norte-americanos apóiam mais que os europeus, mas é onde sei que vou ser feliz.


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(Renato Bellote) Em 2010 você dará um passo importante em direção à IndyCar. Como se sente com esse novo desafio pela frente?

Ana Beatriz: É um grande desafio e uma realização. Depois de 16 anos no automobilismo, sinto que estou com o pé numa categoria top.


(Renato Bellote) O que faz Ana Beatriz fora das pistas? Pratica algum outro esporte em especial? Tem algum hobby sobre o qual gostaria de falar?

Ana Beatriz: Fora das pistas, trabalho muito interagindo com meus patrocinadores, que é algo que eu adoro. Faço preparação física, que é superimportante, e ando de kart. Fora isso sou uma garota normal que gosta de sair com os amigos, viajar e curtir a família.

14/11/2009

Mustang GT

Mustang

GT



302 V8





Perfil



VÍDEO (já que falei do Mustang de polícia, aí está ele em uma versão mais nervosa. Os infratores que se cuidem)





Pela segunda semana consecutiva um conversível é destaque no blog. Também pudera, com esse calor em São Paulo a idéia de abaixar a capota e andar por aí parece uma boa pedida. Em especial se o horário escolhido for logo cedo ou no final de tarde.

À primeira vista as rodas de 16 polegadas chamam a atenção. Realmente combinam muito bem com o estilo do carro. Exatamente 24.428 GT`s saíram da linha de montagem em 1991. Observando o diminuto espaço na traseira, entre os dois enormes faróis, é possível imaginar que os americanos pensavam em vendê-lo apenas por lá, já que só as placas norte-americanas se encaixam.

O motor é um velho conhecido: o 302 V8. Com 225 cv brutos ele leva o esportivo com tranqüilidade pela rua e não deixa a desejar na estrada. Quer saber o preço em 1991? Modestos US$ 19.964,00. Ah, o exemplar das fotos marca apenas 42 mil milhas no odômetro.

Mas os “ponies” produzidos nesse ano ficaram famosos pelas unidades SSP, ou seja, viaturas de polícia. Para isso elas recebiam o famoso “police package” que se traduzia em um conjunto muito mais robusto, além do motor vitaminado, essencial para as perseguições no estilo hollywoodiano. O sucesso foi tanto que os exemplares restantes –de um total de 385 produzidos – são bastante disputados nos leilões.

Na semana que vem eu volto com um clássico – conversível, pra variar – que marcou época nos anos 50. Até lá!