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14 de mar de 2009

Alfa Romeo Giulia GT (motor V6)

Puro-sangue

O ano de 1965 trouxe uma grande novidade para os alfistas de plantão: a Giulia GTA. Potente, bonita e levíssima, fez sucesso nas competições européias e se tornou um dos ícones do automobilismo mundial, apreciada e cobiçada por colecionadores do mundo todo.



Giulia GT

Cockpit

Cuore V6

Alfa Romeo

Trevo

Chave geral


VÍDEO



Aqui no Brasil a versão envenenada e a Giulia GT também fizeram história. A equipe Jolly arrepiava a concorrência e os modelos ajudaram a escrever seu nome na galeria dos campeões, sendo responsáveis por vitórias memoráveis, tais como os 1.000 km de Brasília (1966/69/70) e as Mil Milhas Brasileiras (1970), só para relembrar um pedacinho desse verdadeiro domínio italiano.

Um dos personagens dessa história foi Manolo Pazos, mecânico competente que esteve por trás de muitas conquistas da equipe e imortalizou seu nome à frente da oficina Maranello. E foi justamente um carro que ele conhecia muito bem, este belo exemplar GT ano 1965, que tive o prazer de fazer o ensaio e dar uma volta, em companhia de seu filho Marcelo Belisse, que mantém a qualidade da oficina e a paixão pelas Alfas.

Primeiramente vale dizer que o modelo está desde zero-quilômetro na família. E foi um valente guerreiro em Interlagos na década de 90, participando também de corridas em outros estados e sendo o recordista – em sua categoria – da tradicional prova de subida de montanha, no Pico do Jaraguá. “Originalmente os motores deste ano/carroceria vinham com 1300 cm³ ou 1600 cm³ de cilindrada. Para competir na F. Classic de 1998 foi adaptado um 2.0 preparadíssimo, com cabeçote de dupla alumagem”, conta. E tem mais. “A preparação para competições ainda utilizava peças de outras Alfas de corrida, como suspensões, câmbio, rodas 13”X9”e partes da carroceria dos modelos GTA e GTAM, freios de protótipo P33, partes de acabamento como grade dianteira de Montreal e demais itens originais do carro”, revela.

A modificação que faz dele um exemplar único no Brasil, porém, veio algum tempo depois. “Em 2005 foi adaptado um motor V6, de 3,0 litros, com injeção eletrônica e aproximadamente 200 cv, do modelo 164”, diz. Além disso, a Giulinha – como é carinhosamente chamada – ganhou bancos Recaro em couro preto e rodas de 15 polegadas com tala de 8”.

TEST-DRIVE

Após deixar o leitor com água na boca saímos para um passeio. E que macchina! A posição de dirigir é perfeita. O clássico pode se comportar de maneira bastante dócil, mas basta uma pisada para que se torne um lobo agressivo, faminto por adrenalina, lixando o asfalto e saindo de lado. A gasolina podium é devorada com uma voracidade inacreditável, o ronco se torna algo indescritível em palavras, o corpo é impelido contra o banco e o coração...bom, esse pula de alegria e suas batidas acompanham o ponteiro do conta-giros, até as 6.000 rpm!

Após uma hora retornamos ao Pacaembu. Mas as emoções daquele dia permanecem na minha mente. Os carros da Alfa Romeo têm alma e despertam paixão. Será que essas duas características podem explicar a razão de causar tantos olhares e suspiros quando um deles passa pela rua? Não sei a resposta, mas que foi divertido, isso foi.

Arrivederci!
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