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2 de mai de 2009

Dodge Charger R/T 1973

Dodge Charger R/T

“Vamos acabar com essa brincadeira de carro esporte com menos de 200 hp”. Essas palavras impressas no catálogo de propaganda do Dodge Charger R/T significavam muito mais do que uma chamada agressiva. Em 1973 a empresa queria mesmo é que o apaixonado por velocidade sentisse a força – e o status – do V8. Em outras palavras, eles sabiam das coisas naquela época.



1973

Painel

318 V8



Detalhe

"Mopar or no car"


VÍDEO



O clássico da semana, na cor amarelo enxofre cítrico (isso mesmo, caro leitor), é unanimidade nas ruas. Bastou estacioná-lo em um quarteirão sossegado para que muitos curiosos aparecessem perguntando, elogiando, contando histórias de vida e tudo mais. Essa talvez seja uma das vertentes mais divertidas desse trabalho.

A história da aquisição é contada pelo Marco, o dono da fera. “A coisa aconteceu de maneira curiosa. Fui com um amigo de trabalho atrás de uma moto Harley-Davidson com side car a pedido do nosso chefe. Quando chegamos ao local, no bairro da Freguesia do Ó, vimos embaixo de uma cobertura o Dodjão”, conta. “É claro que largamos a moto e fomos ver o carro, que era do mesmo dono da Harley, um senhor que havia falecido há pouco tempo (ainda estavam fazendo inventário dos bens) e que tinha os dois veículos há muitos anos”, diz. E tem mais. ”De imediato criou-se à condição de que só levaríamos a moto se o Charger fosse junto e depois de muita conversa levamos os dois, sendo que o carro foi rodando”, complementa.

Após o primeiro contato, era hora da restauração. “O trabalho ficou sob inteira responsabilidade do restaurador e amigo Flávio Ebran, de Taubaté. Um experiente restaurador que já atua especificamente neste ramo há mais de 25 anos. A restauração durou 18 meses ( Nov/2003 a Abr/2005 )”, relembra Marco.

Mas a história não foi sempre assim. “Quando eu comprei a maior parte da minha família achou que eu estava louco, regredindo, comprando carro “velho”. Hoje todos curtem inclusive, em 2006, fomos para Lindóia eu, minha esposa, minha filha, acompanhados dos meus pais e meus sogros”, relembra.

Isso comprova mais uma vez que o carro antigo acaba sempre se tornando um fator de união familiar. Além disso, o feliz proprietário da máquina participa – e é da comissão organizadora – do Mopar Nationals, um evento que será realizado pelo sexto ano consecutivo e não deve nada ao similar norte-americano.

Nessa semana, quando a Pontiac disse adeus e a Chrysler pediu concordata (mesmo que temporariamente), esse ensaio com o Charger fica como minha homenagem à marca. Aliás, até saí da maternidade em um deles. Mas essa é uma outra história. Por ora, deixo eternizadas as palavras gravadas no coração dos apaixonados pela estrela de cinco pontas: Mopar or no car. Até mais!
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