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12/09/2009

Yamaha RD 350

Yamaha RD 350

O destaque dessa semana recebeu um apelido – no mínimo – inusitado: a “viúva negra”. Com baixo peso e uma cilindrada considerável exigia atenção redobrada e perícia do piloto, o que muitas vezes não acontecia. Isso por que ocorria uma explosão de potência a partir da faixa das 5000 rpm.



1974



Dois tempos

350

Detalhe

Freio


VÍDEO



Aliás, a viúva negra é uma espécie de aranha encontrada em todo o continente americano. Pequena e com uma mancha vermelha, coincidentemente também se assemelha com a motocicleta no quesito tamanho. Seu veneno é forte e ela mata o parceiro após a cópula. Outro ponto em comum com a RD, já que esta última também podia ser mortal após breves momentos de pura adrenalina. As comparações, prezado leitor, acabam por aqui.

O modelo chegou ao mercado em 1973, com clara inspiração nas pistas e DNA de corrida. Equipada com um motor de dois cilindros, dois tempos, 347 cm³ de cilindrada e 39 cv brutos logo recebeu ótimos elogios da imprensa especializada. E algumas ressalvas também, em especial no que foi dito no primeiro parágrafo sobre a potência. Ela também traz o Torque Induction, um sistema que libera a “fúria” do motor em diferentes regimes de funcionamento.

Mas a maior característica dessa clássica japonesa é justamente o ronco emitido pelos escapamentos. O som agudo é marcante e a subida de giro inesquecível para quem ouve, assim como a cortina de fumaça deixada pelo motor de dois tempos. A RD avisava de longe quando estava chegando.

O exemplar das fotos foi destaque do programa Auto Esporte no mês de julho e está com o mesmo proprietário há muitos anos e em excepcional estado de conservação. Isso comprova que cuidado e habilidade na pilotagem conseguem domar a temida “viúva negra”.
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