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3 de out de 2009

Dodge Charger R/T 1978

Dodge Charger

No ano de 1978 o bem-sucedido esportivo da Chrysler sofreu algumas mudanças significativas. As duas mais visíveis eram identificadas à distância: as falsas entradas de ar no capô foram retiradas e o teto de vinil no estilo Las Vegas marcou presença, dando um toque de estilo ao modelo. No ano seguinte seria feita uma reestilização de toda a linha.



Las Vegas

Road and Track

318 V8

Magnum

Estilo

Bravo


VÍDEO



A máxima de que “a primeira vez a gente nunca esquece” também acontece no mundo dos carros antigos. No caso do proprietário Maurício Moutinho o provérbio se repetiu, já que o belíssimo exemplar azul-capri – cor exclusiva desse ano – foi o primeiro clássico a estacionar na sua garagem em 2003.

Mas falar em V8 também significa falar em preparação. Com décadas e décadas de história, esses blocos têm peças de reposição garantidas nos Estados Unidos, além de incontáveis receitas para apimentar o passeio de fim de semana. É possível simplesmente incrementar o ronco ou sentir a adrenalina subir a cada saída de semáforo. Tudo fica a critério do freguês.

Com esse carro não podia ser diferente. A sinfonia encorpada subindo a rua denuncia seu veneno. “O motor 318 V8 foi todo refeito e recebeu algumas modificações como carburador quadrijet, comando de válvulas “bravo”, sistema de ignição MSD e escapamento com abafadores Flowmaster”, conta Maurício. Na parte de dentro, foram adotados manômetros da Autometer para monitorar a usina de força. Aliás, o estofamento nunca foi refeito e traz 31 anos de história a cada acelerada.

“As rodas, apesar de não serem do ano do carro, são as mais bonitas que um Dodge pode ter, na minha opinião”, ressalta. “Elas são as famosas Magnum que eu coloquei depois de transformar de aro 14 (original) para aro 15, juntamente com pneus Cooper Cobra nos tamanhos 215/60 e 245/60”, salienta Maurício.

Mais do que cavalos de potência debaixo do pé direito o que vale é a relação entre homem e máquina. Tenho observado esse fato após dezenas de ensaios, com modelos de todas as marcas e estilos, de superesportivos a motocicletas. E termino com uma citação do grande cineasta italiano Federico Fellini, que poderia muito bem se referir aos automóveis: “Não há nenhum fim. Não há nenhum começo. Há somente a paixão”.
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