28/02/2009

Mustang Mach 1

Mustang

Mach 1

Trava de capô

351 V8

Interior

Detalhe

Brilho


VÍDEO




Em meados da década de 60 os muscle cars chegaram para ocupar um lugar especial nas ruas e nos corações de milhares de pessoas. Com gasolina barata e disposição para acelerar, deixaram marcas profundas na cultura automotiva norte-americana (no asfalto também, é claro).

Um dos ícones do período foi o Mustang, que teve algumas versões mais nervosas. Dentre elas se destaca o imponente Mach 1, com estilo de sobra e cavalaria pesada debaixo do extenso capô. Na época o comprador podia escolher dentre dezenas de opções, desde a transmissão passando pelos motores de diferentes tamanhos até chegar à tabela com dezesseis cores!

O clássico das fotos é um belo representante da safra 1973, considerada a última verdadeiramente clássica. No ano seguinte, o carro mergulharia em uma fase de ostracismo, que duraria aproximadamente treze anos, e a crise do petróleo, aliada aos programas anti-poluição, estrangularia os motores de muitas polegadas cúbicas.

Este carro, por incrível que pareça, nunca foi restaurado e tem uma história quase inacreditável desde que desembarcou por aqui. O primeiro dono comprou-o zero quilômetro e simplesmente deixou o puro-sangue em cima de cavaletes durante 25 anos, segundo me contou o atual proprietário. Isso mesmo. Ele apenas dava partida no esportivo e deixava o motor e funcionamento por alguns minutos.

Por esse motivo o odômetro marca apenas 29 mil milhas originais até chegar aos dias de hoje, com seu terceiro dono. Para fechar o texto, vale ressaltar que o Mach 1 só bebe gasolina Podium e esbanja vitalidade. Certamente o cavalinho na grade não via a hora de uma boa reta para cavalgar um pouco, não é mesmo? Até a semana que vem!

21/02/2009

Mercedes-Benz A190

Mercedes-Benz

A190

Reflexo

Painel

Manopla

Aro 18

VÍDEO





A Mercedes-Benz sempre se destacou pela sobriedade. Seus carros formam uma combinação muito bem dosada de requinte, luxo e, com a divisão AMG, esportividade pura. Mas o ano de 1999 marcou a chegada de um novo modelo, diferente em alguns aspectos e com um estilo muito particular: o Classe A.

Dentre as versões disponíveis, o A190 Avantgarde recebeu a função de representar a marca em sua vertente mais esportiva. Um dos seus principais diferenciais foi o fato de ter sido exclusivamente equipado com câmbio mecânico, ponteira ovalada e painel em fundo branco. As lanternas traseiras fumê também denunciavam a opção mais apimentada.

O exemplar das fotos, ano 2005, faz parte da última série produzida em Juiz de Fora. Além dos itens citados acima, traz um belo jogo de rodas de 18 polegadas, calçadas com pneus de perfil baixo 225/30, console central com detalhes que imitam fibra de carbono, bancos e alavanca de câmbio revestidos em couro e volante perfurado, para melhorar a “pegada”.

O motor de 1,9 litro e 125 cv brutos não sofreu alterações. E nem precisava. Os 100 km/h chegam em apenas 9 segundos e a máxima “estaciona” nos 190 km/h. O proprietário do pequeno monovolume possui outros modelos da marca, mas garante que o pequeno ocupa um lugar especial na garagem. E podemos dizer, sem trocadilhos, que o “baby-benz” tem desempenho de gente grande.

14/02/2009

FNM JK 2000

FNM JK

1962

Cockpit

Estilo

Cuore

Emoção

Paixão


VÍDEO




Nas décadas de 60 e 70 o automobilismo brasileiro teve uma fase de ouro. Nesse período os corajosos pilotos corriam unicamente pelo prazer e paixão de acelerar. Em outras palavras, além de gasolina e óleo, o coração também estava no cockpit.

E foi justamente um desses veteranos que encontrei há duas semanas. O FNM JK 2000 ano 1962 guarda muita história debaixo da carroceria polida e das impecáveis rodas de época fabricadas pela Italmagnésio. O bólido foi adquirido pelo atual proprietário João Ademir Pinto exatamente no dia 27/01/1971. Ele comprou o carro da concessionária Camionauto, a qual tinha sua própria equipe de corridas. E tem mais: o clássico pertencia ao piloto da casa, Ugo Galina, que fez história nos autódromos brasileiros.

Sobre o veneno da máquina (registrado em vídeo), passo a palavra ao dono: “O diferencial é um “passo longo”, os carburadores são dois duplos Weber 40, os comandos são preparados, uma bomba de gasolina elétrica Bendix, os freios são discos na frente, com um servo (vácuo) Girling, os coletores de escape são dois duplos. Interessante também é a buzina italiana Fiamm, uma das primeiras a entrar no país”, relata com orgulho.

E esses 38 anos de convivência foram mais do que especiais. “Um dos mecânicos da Camionauto, que atuava nos boxes de Interlagos assistindo o carro durante as provas, o Airton, da oficina Quadrifólio, continua sendo o “pai da criança”. Ele adotou o JK”, conta. Além disso, outras pessoas merecem citação: Tico, José Edaes, Fábio, Osvaldo, Ademir, Rogério. “Foi através dele que conquistei amigos importantíssimos, uma verdadeira irmandade”, revela.

Enfim, esse carro tem muita história pra contar. Já levou noivas de amigos, se “escondeu” da chuva e, acreditem, foi vendido e recomprado no mesmo dia. Fecho o texto com a definição dada pelo proprietário: “desgastante, exigente, chato, cansativo, pesado, temperamental”. E, como pude perceber nos seus olhos, inestimável e extremamente apaixonante.

07/02/2009

MG TD

MG TD

1952

Cockpit

Coração

Detalhe

Cronômetro

Clássico britânico


VÍDEO




Os clássicos esportivos britânicos têm algo em comum: a elegância. Basta olhar para este MG das fotos, por exemplo, para comprovar essa máxima. E as linhas sedutoras da carroceria conquistaram não só os exigentes consumidores ingleses, mas também uma legião de fãs no mundo todo.

Este exemplar é um dos 143 que foram exportados para o Brasil em 1952, como me contou o dono. Rodas raiadas (15 polegadas) de cubo rápido, rack traseiro e o badge bar – com os indispensáveis faróis auxiliares Lucas – chamam atenção à primeira vista. Mas tem muito mais. Reparem só no painel em rádica, volante Moto-Lita, pisca-pisca a vácuo e o cronômetro Hanhart, muito útil em ralis de regularidade. Outro item interessantíssimo é o pára-brisas adicional Brooklands, que cumpre bem a função quando o principal está abaixado, além do toque de estilo todo especial.

Mas o melhor daquele sábado ensolarado foi dar uma volta em São Paulo com a capota abaixada (o leitor confere no segundo vídeo). A charmosa cor Two-Tone Clipper Blue abriu passagem entre os carros. O motor de quatro cilindros, com 1.250 cm³ de cilindrada e 54,4 cv mostrou bastante vitalidade e tem um ronco sensacional. Vale salientar também o câmbio de quatro marchas e os dois carburadores SU.

O veterano está em plena forma. Na Marginal Pinheiros, por exemplo, ele rodou a 90 km/h sem dificuldade. Algo comum para este carro, que está com o zeloso proprietário há cinco anos e não tem medo de estrada. Ah, e não faltaram olhares de admiração pelo caminho.

Para fechar o texto, deixo o slogan de época da marca: “para dirigir com prazer não há nada como um MG”. Posso garantir que, após 57 anos, a frase continua mais atual do que nunca. Nos vemos por aí!

Obs: Esse é o segundo MG que fotografei. O primeiro, TC 1946, o leitor relembra clicando aqui.