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Em meados da década de 60 os muscle cars chegaram para ocupar um lugar especial nas ruas e nos corações de milhares de pessoas. Com gasolina barata e disposição para acelerar, deixaram marcas profundas na cultura automotiva norte-americana (no asfalto também, é claro).
Um dos ícones do período foi o Mustang, que teve algumas versões mais nervosas. Dentre elas se destaca o imponente Mach 1, com estilo de sobra e cavalaria pesada debaixo do extenso capô. Na época o comprador podia escolher dentre dezenas de opções, desde a transmissão passando pelos motores de diferentes tamanhos até chegar à tabela com dezesseis cores!
O clássico das fotos é um belo representante da safra 1973, considerada a última verdadeiramente clássica. No ano seguinte, o carro mergulharia em uma fase de ostracismo, que duraria aproximadamente treze anos, e a crise do petróleo, aliada aos programas anti-poluição, estrangularia os motores de muitas polegadas cúbicas.
Este carro, por incrível que pareça, nunca foi restaurado e tem uma história quase inacreditável desde que desembarcou por aqui. O primeiro dono comprou-o zero quilômetro e simplesmente deixou o puro-sangue em cima de cavaletes durante 25 anos, segundo me contou o atual proprietário. Isso mesmo. Ele apenas dava partida no esportivo e deixava o motor e funcionamento por alguns minutos.
Por esse motivo o odômetro marca apenas 29 mil milhas originais até chegar aos dias de hoje, com seu terceiro dono. Para fechar o texto, vale ressaltar que o Mach 1 só bebe gasolina Podium e esbanja vitalidade. Certamente o cavalinho na grade não via a hora de uma boa reta para cavalgar um pouco, não é mesmo? Até a semana que vem!






















