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23 de jan de 2010

BMW 2002 Targa

BMW 2002

Carisma e esportividade. Com essas características singelas o simpático modelo da BMW conquistou milhares de aficionados mundo afora. Além disso, seu estilo peculiar e dirigibilidade excepcional transformaram-no em um clássico reverenciado por puristas e amantes da arte de dirigir.



Targa

Cockpit

Coração

Estilo

Classe

Estradeiro


VÍDEO



A saga do cupê começou em 1968, dois anos após a celebração dos 50 anos da empresa. Agradou o público logo de cara, além da imprensa automotiva, que não poupou elogios ao desempenho da máquina. Muitos acreditam que o 2002 colocou definitivamente a BMW no mapa.

Mas peço que o leitor preste muita atenção nas fotos. O exemplar em destaque é raríssimo no mundo todo e geralmente só é visto em grandes feiras e encontros. O targa, feito pela fábrica da Baur carrocerias, em Stuttgart, se tornou um ícone de estilo e elegância. Andar em um deles é, na verdade, um grande privilégio.

Me encontrei com o dono da relíquia em uma manhã ensolarada de sábado. Com a capota abaixada – de um modo singular – percorremos as ruas de São Paulo em direção ao local das fotos. No caminho ele me contou que o clássico chegou às suas mãos há seis anos e foi cuidadosamente restaurado ao longo de dois anos.

Um dos destaques está no painel e chama a atenção. É o rádio original Blaupunkt. “Ele foi feito especialmente para o modelo”, salienta. Fora isso, impressiona a riqueza de detalhes e a suavidade na tocada, como já foi citado no começo do texto.

Um selo no pára-brisa despertou minha curiosidade. O “I Raid ao Cone Sul” foi percorrido pelo veterano sem apresentar um único defeito. “Só troquei a bomba de gasolina no Chile”, conta. A prova consistia em atravessar Argentina, Chile e Uruguai e comprovou a resistência do conjunto.

Falando nisso, superar desafios é o forte desta máquina de 37 anos. No painel algumas plaquinhas atestam seu espírito de aventura. “Com ele fiz um raid de Porto Alegre a Bariloche, incluindo retorno, e também participamos de um rali em Punta del Este”, enfatiza o orgulhoso proprietário.

Realmente a máxima de que carro antigo só combina com museu caiu por terra neste caso. Mais uma vez ficou comprovado que com cuidado, manutenção e gasolina nas veias os “velhinhos” encaram muitos quilômetros pela frente e registram uma enorme quilometragem de lembranças e alegrias pelo caminho.
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