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16 de jan de 2010

Jaguar Mark II

Jaguar

Responda rapidamente qual é a primeira coisa que você pensa ao ouvir a palavra Jaguar. Provavelmente não estarei errado se disser que foi sofisticação. Desde o começo um dos grandes diferenciais da empresa de Sir William Lyons foi a idéia de desenvolver máquinas capazes de transportar as pessoas com estilo e conforto.



Mark II

Luxo

Esportividade



Detalhe

Tradição


VÍDEO



O belíssimo MK 2 ano 1967 das fotos é um desses representantes que chegou essa semana ao blog, inaugurando um espaço específico para os felinos da marca (é só conferir do lado direito). “Ele foi adquirido em 2000, em Porto Alegre. O carro se encontrava com o dono anterior desde 1972 e totalmente original”, revela o proprietário. “A restauração mecânica tomou três anos e foi feita 90% em casa, com a ajuda do Valter, um mecânico de muita experiência e trabalho impecável”, diz. E tem mais. “Após a restauração mecânica, ele foi pintado e refeita a tapeçaria, o que tomou mais um ano. A pintura na RE Restaurações e a tapeçaria no Osny & Osny”, complementa.

Uma coisa que me chamou atenção à primeira vista foi o estado impecável da máquina. “Ele está bastante original, por exigência minha durante a restauração. Tudo, desde rádio, freios, motor, sistema elétrico com Dínamo e fiação coberta de pano é original. Inclusive saiu de fábrica já com os opcionais que têm hoje: pneus radiais, diferencial autoblocante e rodas raiadas cromadas, conforme certificado emitido pela JHT ( Jaguar Heritage Thrust)“, conta.

Além de muito bem tratado, o Jaguar é um dos últimos 27 produzidos pela empresa. Com a palavra novamente o dono: “Foram feitas 6.572 unidades MK2 com direção do lado esquerdo e motor 3.4 litros. Este carro foi importado pela Sandaco para o país (estranhamente foi primeiro vendido a um concessionário na Espanha, que então vendeu ao Brasil) e teve um primeiro período bastante curto no Rio de Janeiro. Após aproximadamente 6 meses, foi vendido a um amigo do proprietário (que também tinha Bugatti, Triumph Spitfire e MG TC) e utilizava o carro para viajar de Porto Alegre a Punta Del Leste”, revela.

“No final, deixou o carro parado em uma garagem e, em 1972, vendeu ao penúltimo dono. A negociação para compra durou um ano e meio. Além dos detalhes comerciais, concluí que o proprietário anterior, o Sr. Oscar, tinha tanto apreço pelo carro, que queria mesmo ter certeza que o novo dono fosse extremamente cuidadoso como ele era. Assim, finalmente na última vistoria para acertar a compra, ele viu que este cara cuidadoso era eu mesmo, se acalmou e fechou negócio na hora”, conta com a satisfação de uma boa lembrança.

Para fechar o texto vale dizer que a manutenção é feita com pontualidade britânica. Com os carburadores SU bem acertados, o clássico também nunca dá problema. E pra quem pensa que o veterano sai raramente da garagem, ledo engano. “Com ele já fiz várias viagens longas, inclusive ao Rio Grande do Sul, onde vencemos na categoria e na classificação geral o Rally Internacional”, complementa.

Isso é que é viver o antigomobilismo, literalmente falando. A rainha Elizabeth II certamente aplaudiria de pé esta verdadeira jóia rara da indústria britânica.
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