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20 de fev de 2010

Escort XR3

Escort XR3

No ano de 1985 o Brasil passou por uma revolução. Mas uma revolução musical, marcada pelo primeiro Rock in Rio. As bandas brasileiras reinventaram o rock e outros gêneros, enquanto as rádios libertavam esse grito genuíno de identidade nacional. “Whisky a Go Go”, do Roupa Nova, alcançava o topo das paradas, o RPM vinha com seu “Olhar 43”, a Legião Urbana emplacava a questionadora “Geração Coca-Cola” e o “Amante Profissional”, da banda Herva Doce, se tornou o hit do verão.



1985

Painel

CHT

'

Toca-fitas

Roda


VÍDEO



Enquanto isso os Paralamas do Sucesso estouravam com “Me liga”, o Ultraje a Rigor esbanjava humor com “Nós vamos invadir sua praia” e os Titãs apostavam na “Televisão”. Para encerrar o Kid Abelha procurava desvendar “A Fórmula do amor” e o Biquíni Cavadão cantava o “Tédio”. Só pra citar alguns deles.

Em meio a tanta coisa diferente, a juventude tinha – praticamente – o mesmo sonho: o Escort XR3. Lançado em 1984 com o título de “Máquina Total” rapidamente ganhou os corações e mentes. Ayrton Senna foi o garoto-propaganda e o hatch da Ford chegou às lojas custando uma pequena fortuna.

Há algum tempo estive procurando por um exemplar como esse: vermelho Sunburst. E sua história é bem interessante. “Ele foi adquirido em 2006, em Curitiba. Era de uma viúva, sendo que quem usava o carro era o marido falecido. O carro ficou 7 anos parado”, conta o dono. A restauração levou exatos dez meses e todo o trabalho de desmontagem foi efetuado pelo proprietário, sendo que a pintura e a tapeçaria foram feitas em Curitiba.

Para falar do carro, passo a palavra ao dono novamente. “É todo original, com 82 mil quilômetros, possui manual, rádio toca-fitas Philco, rodas de liga leve 14", teto solar, lavador de faróis, porta-fitas, vidros e travas elétricas e check-control funcional (nível de óleo, nível de água do radiador, nível de combustível, desgaste das pastilhas e nível de água do párabrisa/lavador dos faróis)”, conta.

Conheça os detalhes técnicos da versão esportiva. “O XR3 possui de fábrica suspensão diferenciada, molas e amortecedores pressurizados com mais carga e barra estabilizadora mais grossa. O motor CHT Formula conta com cabeçote com válvulas 40mm, comando com maior graduação, carburador Weber com venturis maiores, radiador de óleo e coletor especial, gerando 82,7cv (10cv a mais do que versão comum). O diferencial tem relações mais curtas para aproveitar a elevação da faixa de torque”, enfatiza.

Depois de tudo isso, fecho o texto com uma história curiosa. “Uma vez fomos interceptados por um senhor, que dirigia uma Mercedes '59, perguntando sobre o carro. Ao pararmos, ele contou que este modelo foi o primeiro carro dele, das namoradas, das aventuras pela BR 101 (risos) No final houve uma excelente proposta, educadamente recusada. Este carro tem um magnetismo especial, as pessoas sempre têm uma historia para contar de um XR3”, conclui com bom humor.

Até a próxima semana!
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