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7 de abr de 2010

[Test-drive] I-Motion: mitos e verdades

(Fotos: Divulgação VW)
Polo I-Motion

Estamos dirigindo melhor nos últimos anos. Isso é inegável. Quem nasceu na década de 90 e, portanto, cresceu após a reabertura das importações se acostumou a ver carros estrangeiros e os nacionais com mais qualidade e tecnologia. Por outro lado, antes desse período acompanhávamos as revistas fazendo testes com modelos de sonho equipados com ABS, airbags e freios a disco nas quatro rodas, só para citar três itens comuns hoje em dia.



Polo I-Motion

Polo I-Motion

Polo I-Motion

Polo I-Motion

Polo I-Motion

O trânsito de grandes cidades como São Paulo tem piorado diariamente e os veículos equipados com transmissão automática ganharam definitivamente seu espaço no showroom das concessionárias. Quatro, seis e até sete velocidades estão à disposição de compradores ávidos por novidade.

Nesse nicho surgiram os câmbios automatizados. A Chevrolet lançou o Easytronic, a Fiat o Dualogic e a Volkswagen, no ano passado, colocou no mercado o I-Motion. A maior característica desse tipo de transmissão é o conforto, valor da manutenção e o custo, metade da similar automática. Na semana passada tive a oportunidade de conhecer um Polo Comfortline equipado com o sistema.

A primeira coisa que se nota ao assumir o comando é a falta do pedal de embreagem. O modelo traz como destaque a caixa de câmbio ASG de cinco velocidades, caracterizada pela alavanca central que mostra a opção de trocas ascendentes e descendentes. O funcionamento é bastante intuitivo e pode ser assimilado facilmente. A unidade testada dispunha também do sistema de borboletas no volante, o mesmo do Passat CC, no qual também é possível controlar o rádio.

Após girar a chave o computador de bordo no centro do painel mostra a posição N (ponto-morto). Basta mover a alavanca para a esquerda e observar o mostrador. A posição D (drive) faz todo o trabalho para o motorista. Porém, para quem gosta de ter o controle, basta repetir o movimento e optar por M (manual). Essa última foi a minha escolha. Vamos ver como ele se comporta.

A parte mais divertida – na minha opinião – é trocar as marchas manualmente. O segredo para evitar eventuais trancos é tirar o pé do acelerador a cada mudança, como se estivesse acionando a embreagem. Simples, não? Desse modo a condução se torna leve, prazerosa e com a possibilidade de dominar todas as reações do veículo.

A idéia inicial da transmissão automatizada é justamente dar uma folga ao pé esquerdo no anda e pára do trânsito. E para quem gosta de uma condução mais arrojada, o uso das borboletas atrás do volante transmite uma sensação incrível de esportividade. O motor de 1,6 litro e 104 cv brutos do Polo, por sua vez, dá conta do recado. Vale lembrar que acelerar até a faixa vermelha do conta-giros e subir as marchas sem tirar as mãos da direção era privilégio exclusivo das máquinas italianas ou alemãs até pouco tempo atrás.

No trajeto de volta experimentei as trocas diretamente na alavanca e a adaptação foi perfeita. Ao parar no semáforo ou cruzamento o sistema volta automaticamente para a primeira marcha. Após estacionar o carro basta colocar o pé no freio, mover a alavanca para a posição N e puxar o freio de mão. O visor do painel mostrará um lembrete e pronto.

Acredito que o pedal de embreagem está mesmo com os dias contados. A transmissão automatizada representa modernidade e tecnologia. Vale a pena pagar um pouco mais por esse conforto.
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