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1 de mai de 2010

Escort XR3

Escort XR3

Quando foi lançado na Europa, no início dos anos 80, o esportivo da Ford se tornou o que podemos chamar de pocket rocket. Em outras palavras, um carrinho pequeno, com baixo peso e motores que estimulavam o pé direito a acelerar um pouco mais.



1988



CHT

Estepe sem uso



Detalhe


VÍDEO



No Brasil, o XR3 chegou causando sensação, mas nunca teve o mesmo apelo esportivo do primo europeu. Porém, trazia alguns diferenciais que o colocaram no topo da lista de desejos de toda a juventude. O capricho no acabamento era um deles, assim como o teto solar, item bastante requisitado na época.

O tempo passou e hoje a versão mais “nervosa” do Escort já pode ser considerada um objeto de coleção. Aliás, os preços do modelo com aerofólio e vocação esportiva seguem em curva ascendente, fato que já ocorreu anteriormente com os mitos dos anos 70, leia-se Dodge Charger R/T, Maverick GT e Opala SS.

E como toda raridade que se preze, o Escort também possui um nicho considerado mais clássico. As versões MK3 e MK4, que foram produzidas entre 1984 e meados de 1989, são equipadas com o lendário motor CHT, um legítimo Ford. Na década seguinte a Autolatina marcou presença e a versão recebeu o propulsor do Gol GTS, perdendo um pouco de sua identidade.

O carro das fotos é uma dessas máquinas – quase – intocadas pelo tempo. Gianfranco Cinelli encontrou o esportivo com 21 mil quilômetros e tratou logo de levá-lo para sua garagem. “Foi adquirido há dois anos e sou o terceiro dono. É um carro imaculado, completamente original”, salienta.

Uma das coisas que mais chama a atenção é o estepe com a roda de liga leve, calçado pelo pneu Firestone que veio de fábrica. Vale salientar ainda o sistema de som original Philco, bem como antena elétrica, ar-condicionado, vidros e travas elétricas.

Para falar um pouco mais sobre o propulsor, passo a palavra ao dono. “A sigla vem de Compound High Turbulence e a versão Formula tinha 86,1 cv, contra 74 cv do CHT convencional. Essa diferença era devido a melhorias feitas pela Ford no sistema de alimentação, novo comando de válvulas com maior abertura e permanência, coletor de escapamento dimensionado, distribuidor com nova curva de avanço e carburador recalibrado. Tudo para fazer honra ao título de esportivo, coisa que não se vê hoje em dia”, ressalta.

Dirigir o XR3 é voltar no tempo. O câmbio é bem resolvido e o volante de pequeno diâmetro garante boa pegada. Some-se a isso a ótima ergonomia dos comandos, especialmente das setas de direção e limpadores sempre à mão, e terá um carro divertido. Basta abrir o teto solar em um fim de semana ensolarado e aproveitar o dia.
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