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5 de jun de 2010

BMW M3 (E46): último seis em linha cola o corpo no banco

BMW E46 M3

Quando a divisão esportiva da BMW foi criada, no início dos anos 70, a idéia original era pisar fundo. Afinal, com as retas generosas das Autobahns, velocidade não era um problema. Quando o M3 foi apresentado, em 1986, logo de cara ganhou a fama de esportivo devorador de asfalto com seus 215 cv brutos...



M: the powerful letter in the world

Cockpit

343 cv

Estilo

6 marchas

Esportividade


VÍDEO



A geração seguinte justificou a fama e aumentou a legião de fãs. Com um estilo agressivo, ronco instigante e dirigibilidade impecável passou a agradar à imprensa especializada em diversos comparativos com outros esportivos de renome.

O bólido das fotos é um representante arisco da geração E46. O carro chegou ao mercado em 2000, com design sedutor e linhas cheias de malícia, que passavam a verdadeira idéia do que era a divisão M. Basicamente algo atraente, veloz e intenso com quatro rodas. Simples, não é?

A novidade nessa época era justamente a opção do câmbio SMG de seis marchas com os divertidos paddle shifts no volante. Mas o dono desse exemplar é adepto da velha escola e procurou muito até encontrar um que estivesse equipado com o desejado câmbio manual. Nada como prezar a tradição e domar os 343 cv brutos no braço.

TEST-DRIVE

E foi exatamente isso que tive a satisfação de fazer em um passeio pela cidade. O motor de seis cilindros segue a linhagem clássica da marca alemã. Ao dar a partida, o ronco – metálico, como definiu certa vez Ingo Hoffmann – ecoou pelo quarteirão vazio. Mais algumas estocadas e aquilo se torna – quase – um vício.

O banco tem diversos ajustes eletrônicos. Cabe ao condutor encontrar a melhor posição para a “pilotagem”. Assim como o E36 M3 que dirigi no final do ano, o painel é compacto, de modo que é possível se sentir verdadeiramente em um cockpit. Ele é justo na medida certa.

Primeira marcha. A embreagem é dura. Saímos. Uma esticada de leve e o motor mostra que quer asfalto e mais rotação. A segunda é engatada e o torque empurra o corpo contra o banco. O escapamento urra como um monstro que estava adormecido. Mãos firmes no volante, uma olhada rápida no conta-giros e pé direito mais fundo. Fantástico!

A descrição acima foi apenas do começo da brincadeira. O torque é tão incisivo que, mesmo andando calmamente, uma pisada faz o carro acordar e grudar na pista, digo, na rua. Os escapamentos produzem a sinfonia a cada estímulo, instigando o motorista a provar um pouco dessa sensação inebriante a cada brecha no trânsito.

Apesar de toda a fúria, o bólido também se comporta com tranqüilidade em uma tocada menos, digamos, efusiva. Encerro o texto com a frase de um folheto de propaganda, que dizia: “O novo M3 não é feito apenas para fanáticos por carros. É feito por eles”. Simplesmente genial.
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