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17 de jul de 2010

Lobini H1: fora-de-série nacional esbanja diversão ao volante

Lobini

Quando se fala em veículos fora-de-série produzidos no Brasil, logo pensamos nas diversas opções que foram vendidas há vinte ou trinta anos. Naquela época havia menos tecnologia e os carros eram feitos, sobretudo, pela obstinação de seus criadores.



H1





180 cv






VÍDEO



O tempo passou, o país reabriu as importações em 1990 e os modelos idealizados por aqui praticamente sumiram. Eu disse praticamente. No final da década, a idéia de um esportivo nacional ganhou força e forma. Era o Lobini H1.

Como o leitor pode imaginar, do conceito original à prática o caminho é longo e tortuoso. Quando chegou às ruas passou pelo crivo de revistas especializadas e agradou pelo desempenho e estilo. Em 2006 a empresa mudou de mãos.

Estive visitando a fábrica, em Cotia, a convite de Antonio de Gennaro, diretor comercial. Por lá pude conhecer o processo todo de fabricação do carro, dos moldes à confecção do chassi, montagem e acerto técnico dos componentes.

Ao contrário do que se pensa, a Lobini está a todo vapor. A marca passou por uma reformulação, incluindo aí o preço do esportivo, que custa agora a partir de R$ 130 mil. Além disso, novos projetos estão em fase de acabamento ou teste. O coração está pulsando.

TEST-DRIVE

E por falar em coração disparado, aproveitei a visita para dar uma volta. O trânsito na rodovia Raposo Tavares é um pouco carregado durante a semana, mas foi possível sentir um pouco do carro e do projeto idealizado inicialmente por Fábio Birolini, atualmente à frente da EB Tech (também conheci essa oficina, mas farei um post específico).

A porta abre com um simples toque no botão. O estilo “tesoura” é diferente do convencional. Um pequeno jogo de corpo para entrar no cockpit e já me senti confortável. O carro é pequeno – 3,7 m – e dá a sensação de vestir o motorista. A visão dos retrovisores, surpreendentemente, é muito boa, e até mesmo a do espelho central. A posição de dirigir baixa, por outro lado, é um convite a pisar fundo.

Para dar a partida, é só girar a chave e apertar o botão vermelho bem ao lado. O ronco do motor turbo de 1,8 litro, 20 válvulas e 180 cv brutos agrada, obra do escapamento de inox. O volante de três raios tem ótima empunhadura. Para quem não abre mão do conforto, ele tem ar-condicionado, direção hidráulica e sistema de som.

Saímos. Confesso que nem olhei o CD player. Após passar pela segunda lombada, uma pisada para sentir a saúde do motor e ouvir a turbina trabalhando, uma das melhores melodias pra quem gosta de carro. A embreagem é dura, de modo que o motorista leva um tempinho pra pegar o jeito, mas logo nos entendemos bem.

Nas ruas a curiosidade é geral. Aqui fica claro que uma das invenções mais democráticas do homem foi mesmo o telefone celular com câmera. Saindo da fábrica seguimos até o viaduto para entrar na estrada. Redução de marcha, a turbina enche com disposição e a pressão extra é liberada quando engato a terceira marcha. Divertido.

Como já foi dito, a idéia era só dar uma voltinha. Mas ele tem conforto para andar muitos quilômetros. Aproveitando a relação peso/potência favorável, nada melhor do que diminuir uma ou duas marchas, pisar fundo e deixar o motorista que vem atrás com uma cara de espanto.

Outro detalhe é o teto removível, com um engenhoso sistema para prendê-lo sobre a tampa do motor. Perfeito para dias ensolarados. Enfim, o Lobini traz um conceito diferente e passou a ser uma opção interessante no mercado. Afinal, que outro carro pode trazer tanto status e prazer de dirigir por esse valor inicial?
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