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23 de ago de 2010

Camaro SS: andamos em um exemplar exclusivo no país

Camaro SS

Os muscle cars sacudiram o mercado norte-americano em meados da década de 60. Dez anos mais tarde, a crise do petróleo tirou os beberrões das ruas. E eles deixaram saudades. A rivalidade entre Mopar, Ford e Chevrolet fez nascer uma tradição que foi passada de pai pra filho.



2010



6,2 litros

Sigla mágica

Nostalgia

Brembo


VÍDEO



Mas o mundo dá voltas. E como. A nostalgia contagiou os designers e algum santo automotivo, que provavelmente aprecia os carrões tanto quanto nós, resolveu abençoar projetos que estavam na gaveta. A Ford deu o passo inicial com o Mustang inspirado no espírito de pony car. Logo depois, o Challenger voltou à ativa. E por último, o Camaro chegou para reviver a briga do passado, com tecnologia e a mesma sede de asfalto dos antecessores.

Curiosamente falei do Chevrolet nessa semana. No sábado, fiquei frente a frente com o SS. Chegando ao local do encontro, descemos ao subsolo e o mito descansava debaixo de uma capa plástica. O coração pulou no peito. A cobertura foi sendo retirada e o desenho retrô surgiu vagarosamente diante dos meus olhos. As faixas brancas formam um conjunto harmonioso com a tonalidade azul da carroceria, a mesma do catálogo de quarenta anos atrás.

Ganhamos a rua e o esportivo se destaca no trânsito. Algumas crianças olham com curiosidade, talvez pensando que ele vá se transformar em um robô, como no filme dos Transformers. Bom, talvez o botão para que isso aconteça até estivesse em algum lugar no painel. Mas nem tive tempo de ver.

O Camaro é confortável. Por incrível que pareça, as rodas de 20 polegadas e a suspensão formam um conjunto tão perfeito que consegue amenizar os buracos e irregularidades do nosso asfalto. Ótimo sinal. Dentro do carro, o painel cresce à frente do motorista e o pára-brisa é pequeno, formando um desenho uniforme com o teto baixo.

Os bancos são – verdadeiramente – macios como poltronas. No caso desse exemplar, revestidos de tecido, mas que nos remetem a versões antigas pela textura. Outro detalhe fantástico está nos mostradores, em milhas e quilômetros por hora, com clara inspiração no passado.

Bom, chegou a hora de pisar fundo. O motor do SS é um V8, com nada menos do que 6,2 litros e 426 cv brutos. O câmbio manual de seis marchas tem trocas suaves e torque abundante. É possível, inclusive, utilizar a sexta marcha como overdrive. Uma pisada mais decidida libera o ronco da cavalaria, mas sem muito estardalhaço.

Vou repetir a palavra conforto. Essa é a sensação até quando o pé direito afunda com vontade no pedal. A paisagem passa rápido, a velocidade vai subindo e o corpo é empurrado para trás, mas com uma maciez impressionante. Nada muito visceral, mas igualmente intenso.

Vale destacar também a precisão do sistema de freios Brembo, que ancora o carro – concordo que a expressão soa de modo estranho, mas foi assim que me senti – e dá total segurança. Ainda temos o controle de tração, que não limita o desempenho a todo momento.

Um sucesso comercial remodelado para nosso tempo. O Camaro voltou com tudo, reunindo o melhor dos clássicos e sem alguns problemas crônicos de outras épocas. A emoção é a mesma e a carroceria é muito parecida. Agora sim, com todo mérito, os muscle cars voltaram pra ficar.
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