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14 de ago de 2010

Dodge Charger R/T 1968



O cinema tem o poder mágico de criar mitos, conceitos, heróis e vilões. E isso se aplica tanto aos atores e atrizes quanto a alguns objetos, que ficam marcados para sempre de acordo com um determinado trecho ou passagem. Os automóveis, como era de se esperar em Hollywood, fazem parte desse mundo.



Dodge Charger R/T

1968



440 V8








VÍDEO



O Pontiac Trans-Am de Burt Reynolds, o Dodge dos Dukes, a Ferrari de Magnum, ou, mais recentemente, Eleanor, o Mustang cheio de estilo de “60 Segundos”, criaram tendências e fama próprias muitos anos após estrelarem longas de sucesso nos cinemas do mundo todo.

Dentre os carros, também existem os mocinhos e os vilões. O Dodge Charger R/T, com a grade cobrindo toda a parte dianteira e faróis escamoteáveis, é lembrado – quase sempre – por sua participação magistral no clássico Bullitt, disputando um pega pelas ruas de San Francisco com o Mustang de Steve McQueen.

Quem teve a oportunidade de assistir ao remake de “Corrida contra o destino”, feito em 1997, pôde acompanhar o duelo épico entre o Challenger, de Kowalski, e o Charger do xerife. Aliás, nessa versão recente, o policial decide usar seu bólido após as viaturas “convencionais” falharem na busca do fugitivo. De quebra, ele diz para seu assistente a frase que todo dodgeiro gosta de repetir: “só um Mopar pode pegar outro Mopar”.

Quando cheguei ao terceiro subsolo do prédio e avistei o carro parado, o design despertou meus sentidos. Segui as linhas com os olhos atentos e a cor verde-musgo da carroceria é quase hipnótica. A sigla R/T na grade, de Road and Track, deixa claro que o clássico ano 1968 é um puro-sangue, cheio de maldade debaixo do longo capô.

Pessoalmente ele impressiona. Mete medo. No silêncio da garagem vazia fiquei frente a frente com um dos mais velozes e cultuados muscle cars já produzidos. Ao girar a chave, o bloco de 440 polegadas cúbicas e 390 cv brutos fez tremer o chão em volta dele. Pressionando um pouco o pedal direito, o ronco já começa a causar palpitação. A sensação é que o prédio todo sente uma vibração diferente.

Como todo veículo norte-americano que se preze, neste exemplar também a transmissão é automática. Para fechar o pacote, os pneus red line dão o toque de classe ao esportivo. O estofamento creme traz bancos macios para acelerar com conforto de sobra. Antes de sair, uma última olhada para o carro estacionado e a lembrança do som do V8 ecoando pelas paredes até a rua.

Lembrete: Nesta semana trouxemos uma novidade. A partir de agora, atendendo a pedidos, as fotos vêm em tamanho maior, para observar todos os detalhes das máquinas da Garagem.

E já que falei de dois filmes imperdíveis do cinema automotivo – deveria haver esse segmento nas locadoras – deixo os trechos encontrados no Youtube para que o leitor aprecie as obras de arte em ação.

Corrida Contra o Destino (1997)



Bullitt (1968)



Até a próxima semana!
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