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11 de nov de 2010

Manobrista: facilidade ou dor de cabeça?


Na semana passada a Revista Época São Paulo (edição nº 31) publicou uma matéria sobre o serviço de péssima qualidade prestado por algumas empresas de valet park em São Paulo. Os lugares escolhidos incluíam restaurantes e bares da moda.



Para documentar a reportagem foram colocadas câmeras escondidas, de modo a capturar alguns flagrantes, no mínimo absurdos, praticados por alguns “profissionais” do ramo. Logicamente existem aqueles que trabalham da maneira correta, mas, em uma parcela maior, impera o descaso e total irresponsabilidade com os veículos.

Assista a um dos vídeos logo abaixo:



A lei municipal nº 13.763, de 2004, entrou em vigor para controlar o serviço na cidade de São Paulo. O texto fala sobre os direitos e as obrigações das empresas do setor, entre elas a necessidade de guardar o veículo em estacionamento fechado com seguro. Nos vídeos produzidos pela Época ficou claro que a questão é completamente ignorada na prática.

Na ocasião de apresentação do projeto de lei, a Câmara dos Vereadores de São Paulo realizou uma CPI, com o objetivo de fazer um levantamento do setor de valets na cidade. O relatório final mostrou, de modo chocante, que das 199 empresas do segmento, 80% não tinham sequer licença para funcionar. Esse fato se somou aos quase 200 boletins de ocorrência feitos no período de um ano envolvendo manobristas.

Para ter uma idéia desse panorama, basta fazer uma busca simples na internet. Na primeira página do Google, por exemplo, o resultado é gritante. Citando apenas dois casos, um deles envolveu o “profissional” supostamente tirando racha e o segundo destruiu o carro e a parede da garagem.

Um dos casos mais absurdos ocorreu, justamente, na capital paulista. A manobrista se confundiu com o carro automático e atropelou dois clientes. Porém, com o número de veículos equipados com esse tipo de transmissão, é simplesmente inaceitável acreditar que alguém que trabalhe nesse ramo não entenda do assunto.

Há três anos a Veja SP também publicou um texto sobre o tema. Nesse caso, os problemas apontados giravam em torno do estacionamento proibido, sinalização irregular e também sobre os constantes atritos com os moradores da região da Praça Vilaboim. As empresas de valet procuradas, como sempre, preferiram apelar para o desconhecimento das infrações, com o intuito de burlar a lei e fugir da responsabilidade. De lá pra cá nada mudou.

Como dissemos no começo, também existem as empresas idôneas e profissionais que desempenham sua função com louvor. Talvez se as regras para contratação e treinamento fossem rígidas - ou simplesmente existissem - o risco e o valor salgado dos estacionamentos não pesassem tanto no bolso.
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