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13 de dez de 2010

Cinema Automotivo - 60 Segundos


Velocidade, cenas de perseguição de tirar o fôlego e muitos carros destruídos. Em três tópicos podemos resumir a história dessa produção cheia de ação e máquinas velozes. Mas quase trinta anos antes de Nicolas Cage, a primeira versão do longa se tornou um cult entre os amantes da sétima arte automotiva.



1974




2000



Em 1974, um cara chamado Henry Blight Halicki, diretor e dublê de filmes de ação, resolveu misturar sua experiência com carros e mais um bocado de vontade e produzir algo que ficasse marcado para sempre na mente dos apaixonados por tomadas audazes e cheiro de borracha queimada. Assim nasceu o primeiro Gone in 60 Seconds.

Para cumprir a tarefa Halicki escreveu, dirigiu e atuou no filme. Ele faz o papel de um pacato empresário do ramo automotivo que é seduzido pela proposta milionária de um traficante de drogas: 400 mil dólares para roubar, em apenas cinco dias, nada menos do que 48 carros, dentre esportivos, exóticos e luxuosos.

E é justamente aí que a ação começa. Cadillac, Plymouth Barracuda, Jaguar E-Type, Ferrari Daytona e até vários exemplares da Rolls-Royce estavam na lista. Cada um deles recebeu o nome de uma mulher. O principal, um Mustang Mach 1 amarelo, foi chamado de Eleanor, nome que seria utilizado no remake anos mais tarde.

Para a realização do filme independente, o diretor-dublê contou com a ajuda de parentes e amigos. A cena principal de ação, segundo informações de pesquisa, tem nada menos do que 34 minutos e é a mais longa da história do cinema! Um pequeno trecho desse emaranhado de ferro retorcido e alta octanagem já provoca palpitação.

E tem mais. Nessa tomada longa foram destruídos – acreditem – 93 veículos, incluindo caminhões e viaturas de polícia. Impressionante. Para a realização dessa epopéia automotiva foram mobilizados figurantes e a cena contou também com alguns acidentes reais.

No ano 2000, uma nova produção, com Nicolas Cage, Angelina Jolie, Robert Duvall e outras estrelas no elenco, além de um orçamento bem mais generoso, chegou aos cinemas e colocou a história dos anos 70 novamente em destaque nas telonas do mundo todo.

A diferença no roteiro consiste no fato de que o mocinho Randall "Memphis" Raines, vivido por Cage, é um ladrão de carros aposentado, mas tem que voltar à ativa para salvar a vida do irmão, que seguiu seu exemplo mas acabou se metendo em encrenca.

Para que o caçula não seja morto, o experiente motorista tem que roubar 50 carros e levá-los ao porto da cidade em uma data limite. Mais uma vez, as máquinas receberam nomes de mulher. O destaque vai para Eleanor, desta vez um clássico Mustang Shelby GT 500 1967 cheio de estilo, um kit de carroceria e muitos cavalos debaixo do capô. O carro fez tanto sucesso que acabou virando febre e ganhou reproduções no mundo todo, inclusive aqui no Brasil, onde pelo menos três deles foram fabricados.

Para cumprir a tarefa e com a lista em mãos, cabe a Raines reagrupar os antigos comparsas. E ele faz isso com estilo. Um a um os bólidos vão sendo roubados, com o detetive na sua cola. Destaque para o enredo do filme, que faz com que o espectador não tire os olhos da tela.

O último e mais difícil, como se pode imaginar, é Eleanor. As cenas finais de perseguição garantem bons momentos e direito a replay. Aliás, o DVD traz o making of, mostrando como foram feitas as tomadas. Cage fez um belo trabalho e chegou a freqüentar uma escola de pilotagem na Califórnia para viver o personagem. A bilheteria total da produção superou os 230 milhões de dólares.

Depois de tudo isso, fica a dica de um filme que não pode faltar na sua videoteca. Henry Blight Halicki, diretor da primeira versão, morreu precocemente em um acidente no set de filmagem, aos 49 anos. Mas seu legado continua vivo toda vez que alguém pensar, ouvir ou falar sobre Eleanor, o Mustang mais famoso do cinema.
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