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11 de dez de 2010

Maverick GT: esportivo marcou época nos anos 70

Maverick GT

Quando foi lançado, em 1974, o Maverick GT prometia ser a “Fórmula da Ford contra a rotina”, como dizia o panfleto publicitário. Nessa época os esportivos nacionais equipados com motor V8 se destacavam nas ruas e se tornaram verdadeiros sonhos de consumo da molecada.



1974



302 V8

De volta aos anos 70?






VÍDEO



Há algum tempo cheguei a ler em uma matéria que nenhum racha começava sem que um deles estivesse presente. Vale lembrar que os concorrentes diretos do modelo eram o Dodge Charger R/T e o Opala SS, este último equipado com um motor seis cilindros, mas igualmente cheio de más intenções.

O exemplar das fotos está em estado raro de conservação. E, acreditem, foi adquirido assim pelo atual proprietário, Maurício Moutinho. “Comprei o GT em maio de 2009. Ele estava anunciado em um site de compra e venda de veículos há algum tempo. Liguei e negociei com o dono, mandei uma oferta e, no dia seguinte, ele me ligou e disse que o carro era meu. Em seguida fui buscá-lo em Brasília, no Distrito Federal. Peguei o avião e fui até lá para conferir de perto e acertar o pagamento”, revela.

A cor azul-regata é uma das preferidas pelos admiradores da versão. “Não fiz restauração, mas ele estava precisando de uma revisão normal de mecânica e um dos pontos da revisão seria a troca de selos do motor bem como a troca da bomba d'água”, conta Maurício. “Para este serviço ser feito foi retirado o motor e, assim, aproveitei para fazer a pintura do cofre, do motor e também da parte interna da tampa do motor”, finaliza.

A originalidade é um dos pontos fortes do carro. Rádio, calotas, sobre aros, faróis auxiliares – com as charmosas capas da Cibié – e até mesmo a chave reserva. Os pneus Wide Oval foram comprados em Curitiba e dão o toque de época ao esportivo.

Perguntado sobre algumas histórias curiosas acerca do Ford, Maurício revelou que são muitas. “Tem uma sobre a do vizinho do antigo proprietário que, no dia que viu que o Maverick estava sendo embarcado aqui para São Paulo, virou e me disse que o modelo estava prometido a ele para venda. Realmente não foi o que aconteceu”, relembra. Outra história é que todo mundo que me conhece sabe que eu sempre tive – e ainda tenho Dodges – e quando me viram de Ford, e ainda mais um Maverick, concorrente de época, me crucificaram. Mas sempre, claro, na base da brincadeira”, enfatiza.

Mas é andando que se nota o porquê do GT ter se tornado uma máquina cobiçada. O propulsor 302 V8, com 199 cv brutos, emite um ruído que lembra algo borbulhando, na medida certa, respondendo com sossego ao comando do acelerador. O ronco suave vai seguindo até desaparecer na próxima esquina.

Mais de trinta anos depois de chegar às lojas, o cupê da Ford volta a viver seus anos de glória, agora com status de automóvel de coleção. Para quem quer um deles, fica a dica do dono. “Eu sempre quis ter um Maverick, mas só se fosse GT e na cor Azul Regata. Como achei esse não pude deixar escapar”.
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