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11 de fev de 2011

Gol GTI: esportivo recebe orbital 17 e muito estilo

Gol

Quando chegou ao mercado, em 1989, o Gol GTI se tornou um sonho de consumo instantâneo. O preço, 30% mais caro do que o GTS, deixou o pequeno hatch ainda mais longe dos anseios da juventude.



GTI

Recaro

120 cv



Orbital 16

Esportividade


VÍDEO



O desempenho fazia jus ao preço. Na época alcançou notáveis 173 km/h, se tornando o carro mais rápido do Brasil. O teste da revista Quatro Rodas, em janeiro daquele ano, elogiava o consumo e também os freios a disco ventilados.

O editor Alberto Pecegueiro – quem lia a publicação no anos 80 vai se lembrar dele – se desmanchou em elogios ao esportivo. Ele salientou o fato do carro pegar na primeira tentativa com motor frio, além da atenção que a novidade despertava nas ruas. Falando nisso, alguém sabe por onde anda o jornalista?

Passados 22 anos eis que chega a minha vez de guiar um deles. O exemplar das fotos é 1993, dois anos após ter sofrido uma reestilização. O painel, mesmo do Fox que era exportado, traz os comando ao alcance das mãos, de ambos os lados. Os clássicos bancos Recaro com regulagem de altura fazem a diferença. É como voltar no tempo.

Pequeno e ágil. Equipado pelo motor de 2,0 litros e 120 cv brutos arranca rápido e possibilita retomadas satisfatórias. O mais interessante, porém, é o ronco do escapamento esportivo, que faz toda a diferença quando ele passa pela rua.

Aliás, vale salientar que a indústria brasileira desaprendeu a forma de fabricar esportivos. Na época o GTI trazia diferenciais como os faróis auxiliares, motorização exclusiva (no caso da linha Gol) e o sistema de escapamento que fez escola. Nada de mesmice, como acontece hoje em dia, salvo raras exceções.

O modelo pertence a Daniel Nápoles, proprietário de um GTS que já foi destaque no blog. Ele teve o jogo de rodas original de 14 polegadas substituído por um de 16 polegadas. Decisão acertada. Era o que faltava na época para deixá-lo perfeito.

O volante do GTI é duro, como foi salientado em várias reportagens antigas. Mas isso não tira seu brilho. O câmbio tem engates precisos, a posição de dirigir é boa, o volante de quatro botões – que foi febre nos anos 90 – tem ótima empunhadura e o ronco do motor está sempre presente.

A partir das próximas matérias teremos novidades interessantes e um pouco mais de interatividade nos vídeos. Fique ligado!
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