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15 de mai de 2011

Ford Model A 1928: de volta às origens

Ford

Evolução. História. Tecnologia. Andar nos pioneiros da indústria automotiva é uma experiência única, que deve ser aproveitada em toda a sua extensão. É como viajar no tempo em grande estilo, notando que muitas coisas mudaram, mas outras seguem exatamente do mesmo jeito.



O Ford Modelo A foi uma segunda revolução para a marca norte-americana. Segunda porque o T significou independência de um modo nunca antes visto. As pessoas passaram a ter a oportunidade de desbravar e conhecer lugares novos.

CONFIRA TODOS OS DETALHES NO VÍDEO ABAIXO


O exemplar das fotos é 1928. A versão tinha sido lançada no ano anterior e chegou a ser montada em quatro países diferentes. Além disso, trazia uma novidade: a opção de cores da carroceria. Quatro estavam disponíveis e passaram a diferenciar os carros na rua.

A produção total passou das 3 milhões de unidades e fez a fama do carro por todo o mundo. Uma visita ao site do Clube do Fordinho dá idéia de como eles são populares por aqui, mesmo após mais de 80 anos de sua fabricação. Oito décadas rodando! Não é pra qualquer um.

O clássico pertence ao médico Osvaldo Tanil e, além de simples terapia, participa ativamente dos eventos do clube e roda com a máquina sempre que tem uma oportunidade. Afinal, carro antigo é pra rodar, fazer história e uma porção de amigos.

Model A

1928

O A traz um motor de quatro cilindros em linha, 3,3 litros e 40 cv. Pense em algo resistente. E com torque de sobra. As marchas, três ao todo mais a ré, têm a hora certa para serem engatadas e funcionam no tempo certo. Nada de pressa com o veterano.

3,3 litros

Ele também foi o primeiro modelo da marca a contar com a configuração dos pedais clássica (acelerador, freio e embreagem). O Modelo T dispunha de alavancas que deixavam os motoristas de outras marcas confusos. Algo inimaginável hoje em dia, não é mesmo?

Outra característica desse ano foi a adoção do freio de mão chamado de “jacaré”, raríssimo. Mas tem muito mais. O volante traz duas hastes, uma de cada lado, Mas não é pra dar seta e muito menos ligar o limpador, que nesse caso é acionado manualmente. Uma delas controla a aceleração e a outra a marcha-lenta.

Uga-Uga

Mas tive a chance de dirigi-lo e isso foi incrível. A reação dos pedestres, ciclistas e outros motoristas é fenomenal. O pessoal fotografa, abana a mão e dá risada com a buzina Uga-Uga, especialmente as crianças.

Tecnicamente ele lembra os carros atuais mas tem um quê diferente. Marcha a marcha seguimos com mais de oito décadas de histórias e aventuras (quem sabe?). O clássico não dá sinais de cansaço e prova que pode rodar, pelo menos, mais 80 anos.
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