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20 de fev de 2012

Gol GTI revolucionou o mercado nacional



O Salão do Automóvel de 1988 reservou uma surpresa aos visitantes. Além das tradicionais novidades, o maior destaque era um Gol azul, com DNA esportivo e um item inédito no país: a injeção eletrônica. Ele se tornou o primeiro automóvel brasileiro a contar com essa tecnologia.



O Gol GTI se diferenciava também por causa da cor exclusiva da carroceria (azul-mônaco), e seduziu a molecada. As rodas pingo d`água fizeram história e o ronco do escapamento de dupla saída até hoje desperta sensações diversas quando passa pela rua.

Além disso o carro trazia acabamento realmente diferenciado. Ao contrário de hoje em dia, com modelos cada vez mais parecidos, o estilo dos bancos Recaro, volante e coifa de câmbio revestidos em couro e painel com fundo vermelho fazem a diferença, visualmente falando.

O esportivo faz jus à sua fama. Mesmo após mais de vinte anos de reinado, o GTI continua reservando uma boa dose de emoção para quem pisa fundo. A soma do peso baixo e motor potente garante acelerações vigorosas e retomadas rápidas. Em pouco mais de duas horas deu pra ter uma idéia do que ele representou em sua época.

O segredo está no motor de 2,0 litros, com injeção eletrônica Bosch e 120 cv. O torque é de 18,3 kgfm. Com esse conjunto, e o câmbio excepcional da marca, ele atingia os primeiros 100 km/h em apenas 10,3 segundos, números da Revista Quatro Rodas, que foram melhorados em outras publicações. A velocidade máxima de 175 km/h fez com que se tornasse o carro mais rápido do Brasil.

Atualmente vemos com alegria que modelos como esse vêm tendo seu valor reconhecido. Encontros, clubes e proprietários que mantêm as máquinas com motor girando redondo e as carrocerias tinindo, apenas para dar umas aceleradas no fim de semana. Esse é, sem trocadilhos, o verdadeiro espírito esportivo.

Gol GTI

1ª série



120 cv







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