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6 de fev de 2012

Willys-Interlagos: andamos no carro do mago Bird Clemente



A sensação de andar em um mito. Desse modo me senti após dar uma volta em um dos modelos mais emblemáticos do automobilismo nacional. O Interlagos de número 22, que foi pilotado por Bird Clemente, é um ícone e, ao mesmo tempo, uma peça de museu, com um ronco fantástico.



O Willys-Interlagos é considerado o primeiro esportivo nacional. O estilo com linhas sinuosas e o desenho extremamente sedutor conquistaram os visitantes do Salão do Automóvel de 1961. Ele era a versão nacional do inesquecível Renault Alpine.

O comprador podia escolher entre três opções de carroceria: cupê, berlineta e conversível. Mas foi nas pistas de corrida que a veia mais agressiva do carro fez história. A carroceria amarela e a estrutura da equipe Willys, encabeçada por Luis Grecco, chamavam a atenção dentro e fora do Brasil.

Os pilotos foram escolhidos a dedo para a missão. Bird Clemente era um deles. Esse exemplar venceu provas tradicionais como as 500 Milhas de Porto Alegre, 500 km de Interlagos e 200 km de Montevidéu, só para citarmos três grandes conquistas que deram o que falar.

O cockpit é espartano e funcional. O volante tem três raios finos e o acabamento é bem simples. Apenas o suficiente para manter o piloto bem informado. A transmissão é de quatro marchas e conta com engates curtos.

Outro destaque é a tampa do motor aberta, ajudando na refrigeração. Ele traz a versão mais nervosa do bloco Renault, com 998 cm³ de cilindrada e 70 cv. O ronco do escapamento dá uma idéia do que ele representava no grid de largada e do efeito do número 22 nos adversários.

O clássico ainda traz na carroceria as assinaturas de grandes pilotos que participaram da equipe. Em tempos de descaso e abandono do automobilismo brasileiro, um exemplar como este, unrestored, é uma peça valiosa e cheia de lembranças. Deixo registrada minha homenagem.

Willys-Interlagos

Bird Clemente

Cockpit















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